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SAUDE OCUPACIONAL – SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

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Engenheiro HELTON LUIZ SANTANA OLIVEIRA destaca que os resultados em SST não dependem apenas do profissional

A segurança e a saúde em uma empresa, mais do que do profissional do setor, dependem do seu líder. Este é o entendimento de Helton Luiz Santana Oliveira, engenheiro mecânico e de Segurança do Trabalho, mestre em Sistemas de Gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde no Trabalho e professor nas universidades Petrobras e Federal Fluminense.


As experiências acadêmica e profissional lhe deram uma visão abrangente da área. Suas principais contribuições estão relacionadas à gestão de riscos, sobre a qual ele detecta uma disparidade ainda grande nas empresas brasileiras: muitas praticam a análise de riscos e têm sistemas de gestão abrangentes e adequados, mas a maioria persiste numa abordagem insuficiente.

Para Helton, o sucesso ou não do processo de segurança depende da liderança da organização. "A liderança tem um papel fundamental, porque a ela cabe direcionar a condução dos negócios, inclusive no que diz respeito à segurança e saúde", afirma. Ele destaca ainda que não há necessidade de o empresário ser um especialista, mas sim de dar suporte e monitorar a situação dos diversos programas que compõem o sistema de gestão de riscos de seu negócio.

Nesta entrevista, Helton fala ainda da certificação em SST, da opção das empresas por este processo e de como mesmo as pequenas organizações podem implementar sistemas que qualifiquem a sua performance em segurança e saúde.

Revista Porteção: Formado em Engenharia Mecânica, o que lhe motivou a cursar a especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e seguir nesta área?

Helton Luiz Santana de Oliveira: Depois de graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Brasília, fui trabalhar em um frigorífico para coordenar serviços de manutenção. Nele, tive a oportunidade de trabalhar com caldeiras, equipamentos de refrigeração, e isto me obrigou a ter que estudar um pouco mais, uma vez que todos estes equipamentos são regulados pela NR 13 (Caldeiras e Vasos de Pressão). Como engenheiro mecânico, tive que aprender noções de segurança para caldeiras e para sistemas pressurizados com refrigeração. A norma estava entrando em vigor em 1994, quando me formei.

Proteção: Foi nesta época que o senhor sofreu um acidente de trabalho que influenciou sua vida profissional?

Oliveira: Passei por algumas experiências, algumas muito boas e outras nem tanto. Uma não muito boa foi um acidente que aconteceu e que acabou gerando uma lesão. Meu dedo indicador direito foi parcialmente amputado. Foi preciso fazer enxerto ósseo, depois reconstituição de tecidos e algumas cirurgias para tentar recompor. Este acidente ocorreu em 1995 e, junto com esta experiência que estava tendo, falei para mim mesmo: tenho que começar a adotar alguns procedimentos de segurança ou vou me acabar neste lugar.

Proteção: O acidente aconteceu por falha sua enquanto trabalhador ou da empresa?

Oliveira:
Na verdade, foi uma combinação de fatores. Eu tinha uma baixa percepção de riscos e a instalação era bastante degradada, já tinha muitos anos de operação. Era um projeto do final dos anos 60, início dos anos 70, muito obsoleto em termos de segurança. Acabei me expondo de uma forma que hoje percebo que foi desnecessária. Entrei para a área de segurança a partir do entendimento de que, para minha própria segurança, precisava aprender mais sobre isto. A partir daí, fui evoluindo.


FONTE: REVISTA PROTEÇÃO – Edição 254

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